“O sucesso da minoria incomoda, nossa inteligência incomoda, pessoas de cor dominam a indústria”, declara Cardi B em entrevista sobre seu sucesso

A rapper feminina mais bem-sucedida do momento sempre é alvo de constantes críticas. Seja pelo seu modo de falar ou agir, por seu passado ou relacionamentos, Cardi B está na mira do estrelato e com isso, a mídia e todos os tipos de comentários negativos a cercam.

Mas ela não está triste com isso.

"You know me, Cardi B, pussy poppin’ on the charts"! ???A rapper está DOMINANDO o começo de 2018 com seus singles, preenchendo três posições do top 5 da parada americana do Spotify.

Opublikowany przez Portal Famosos Brasil na 6 stycznia 2018

Pelo contrário: tem orgulho de ser uma pessoa de cor, do Hip-Hop, que vem usando sua inteligência e talento para dominar a indústria fonográfica, o mundo da moda e atrair a atenção de milhões de pessoas.

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E foi justamente isso que a cantora debateu em nova entrevista para a ID Magazine, estando na nova edição do impresso e fotografada por Oliver Hadlee Perach. Cardi aponta o Hip-Hop como tendência mundial de controle, em que através da música e sua mensagem, influenciam quem quer que seja.

“O sucesso de pessoas com nós assustam as pessoas, é por isso que muitas vezes elas nos desprezam”, diz ela. “Eles tem medo da inteligência da minoria. Eles se assustam com aquela merda. Nós quebramos muitas regras.”

E completa sobre a influência do Hip-Hop na música atualmente:

“Na América, eu sempre estou de olho nas paradas. O Hip-Hop sempre está lá. Estamos controlando a indústria, o mundo da moda”, afirma. “Eu não me importo se a moda vem de uma tendência ou de alguém branco, se uma pessoa negra usa isso, é aí que todos querem usar. Nós sempre somos influência. Nas Olimpíadas, quem sempre ganha? Negros. Ganhamos tudo. Somos uma grande influência para as pessoas e todos querem nos colocar pra baixo nessa m*rda. Pessoas como Trump sempre nos farão sentirmos como se fossemos menos. Mas está tudo ok, porque alguém como eu sempre sabe a verdade. Não importa se o governo republicano quer nos fazer sentirmos menos, porque nós somos mais. Eu sei da verdade! Influenciamos, dominamos tudo! Quando cheguei ao número #1 com Bodak Yellow nem sabia que nenhuma rapper feminina negra tinha conseguido isso desde 1998, nem o quão importante era isso para as mulheres.”

Para quem não sabe, Cardi B já foi stripper antes de se tornar rapper, e na revista, ela relata como eram as noites até se acostumar com a vida, e ganhar muito.

“Na primeira vez que fiz striptease, fiquei meio envergonhada. Parecia que conseguia ouvir meus parentes na minha mente. Quando dancei pela primeira vez, todas as garotas estavam me olhando, analisando para perceber erros. Me senti muito enojada com essa vida. Eles – homens – não podem te tocar em partes íntimas, mas às vezes homens me acariciavam e tocavam em meu braço, sussurrando no meu ouvido. Isso me deixou triste. Depois de um tempo não me importava. Comecei ganhando de 200 até 300 dólares em uma noite, às vezes não tendo lucros porque tinha que pagar a casa, mas depois foi aumentando: 2 mil, 3 mil, e quando tinha 21 anos já ganhava 20 mil dólares fácil. Cheguei até 35 mil em uma noite.”

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